Navegação tranqüila em mares agitados
Amortecedores avançados deverão reduzir os riscos de lesões corporais em barcos de ataque rápido As tripulações, que fazem parte das Forças Especiais Norte-americanas, em "missões táticas” nos focos de crises globais, freqüentemente sofrem devido às condições adversas que são obrigadas a enfrentar. Realmente, pilotar barcos de combate em alta velocidade e fazer manobras perigosas em mares agitados, pode resultar em sérios ferimentos no pescoço, nas costas, nos ombros e nos joelhos. A Active Shock Inc., Manchester, N.H., está trabalhando para resolver este problema com seu sistema de amortecimento avançado, que está sendo testado antes de ser usado nos assentos da tripulação de barcos de ataque rápido, do Comando de Operações Especiais Norte-Americanas (SOCOM). No momento, a empresa está efetuando testes no mar com um barco inflável rígido (RIB), de 11 metros de comprimento. O sistema da Active Shock usa um algoritmo do proprietário para ajustar a válvula do amortecedor 1.000 vezes por segundo, baseado em dados de sensores que monitoram a posição, a velocidade e a aceleração dos componentes da suspensão, bem como os movimentos laterais e longitudinais. O algoritmo, que tem a capacidade de antecipar o movimento e calcular a respectiva freqüência de amortecimento ótima em tempo real, garante que haja resistência suficiente para evitar que o amortecedor atinja o fim de curso, qualquer que seja a carga ou a altura do movimento. O sistema ajusta continuamente o grau de amortecimento dentro de uma faixa que vai de muito macio, para navegar com conforto em mares calmos, até muito alto, com o objetivo de evitar que seja atingido o fim de curso durante manobras perigosas de desembarque em praias com ondas muito altas. O amortecimento, que ocorre em amortecedores convencionais controlado pelos seus componentes internos, só varia com a velocidade dos movimentos verticais.Cada um dos cinco assentos dianteiros para a tripulação, no barco de teste da Active Shock, é montado num suporte vertical muito resistente, capaz de suportar o peso de um homem de 136 kg, incluindo o equipamento de proteção e de combate. Além disso, estes suportes extra reforçados podem agüentar até 20 Gs de força vertical, em condições de mares agitados, e até 12 Gs de força lateral, proveniente do choque com ondas no ângulo errado. A Active Shock usa mancais DP4™ com 75 mm de diâmetro, da GGB, Thorofare, N.J., dentro do suporte, para absorver as cargas laterais e um mancal DP4™ com 16mm de diâmetro na haste do amortecedor, para mantê-la centrada no selo hidráulico. Os engenheiros de aplicação da GGB ajudaram o cliente a definir as tolerâncias, para que pudessem usar tubos de aço extrudados na fabricação de seus suportes, eliminando assim a necessidade custosa de uma usinagem interna antes de instalar os mancais. Um suporte transmite elevados momentos fletores para o corpo do amortecedor, quando este desliza no interior do suporte. Os mancais DP4™ são lubrificados com graxa para garantir uma boa lubrificação e valores reduzidos de inércia inicial do sistema. Retentores em cada extremidade do amortecedor, relubrificam a haste constantemente. " Um amortecedor não atua até que ele esteja se movendo," explica LaPlante, da Active Shock. "Se não iniciar o movimento sob cargas muito pequenas, a sua qualidade de operação pode ser severamente comprometida, e não há mais garantia que seja atingido o objetivo do sistema de amortecimento. O desafio era assegurar que o atrito estático do mancal grande e dos retentores de graxa, não afetaria a qualidade de operação." Com um bom desempenho em termos de desgaste e de atrito, numa grande faixa de cargas, velocidades e temperaturas, os mancais DP4™ são especialmente indicados para aplicações como suportes e amortecedores. A sua estrutura consiste em um suporte de aço rígido, sobre o qual é aplicada uma camada intermediária de bronze sinterizado poroso, impregnada e revestida com uma camada de deslizamento à base de PTFE. Devido à sua excepcional resistência à erosão e à cavitação, são ideais para aplicações com movimento intermitente. E por serem isentos de chumbo, também são mais indicados para aplicações sujeitas à corrosão. " Essencialmente estes mancais, o padrão da indústria de suportes e amortecedores, são os únicos que satisfazem todos os nossos requisitos", explicou LaPlante, que já trabalha com a GGB há três anos. "Usá-los num suporte de grande diâmetro está ampliando os limites da nossa experiência. Estamos muito contentes por constatar que estão funcionando tão bem, com baixíssimo atrito estático e desgaste. Sua lubrificação inerente reduz os requisitos de manutenção, e o suporte nunca mais precisa ser lubrificado". Além do projeto do barco de ataque rápido SOCOM, LaPlante utiliza os mancais DP4™ e DU®, da GGB, em sua linha de amortecedores semi-ativos para veículos pesados, kits de suspensão de alto-desempenho para automóveis e assentos para barcos privados e comerciais. Eles também estão sendo cogitados para serem usados nos componentes para a suspensão das rodas para o SOCOM HMMWV. LaPlante informou que planeja continuar utilizando mancais da GGB nos novos projetos da Active Shock, que pretende produzir amortecedores para equipamento de construção e agrícola, bem como para outros veículos militares. |